CAIM – José Saramago

Comprei a 5ª Edição do livro “Caim” no dia 2 de Janeiro de 2010, em Viseu por 15,21 euros.

Vamos procurar dar aqui uma ideia do conteúdo do livro. O romance compõe-se de 13 capítulos, identificados apenas por algarismo de 1 a 13.

1

Adão e Eva. Pareciam perfeitos mas não tinham língua e Deus teve de lhes colocar uma língua para eles começarem a falar. Deus também se apercebeu que não tinham umbigo e um dia enquanto dormiam, nus, fez-lhes um na barriga. Foi esta a última vez que o senhor achou que a sua obra estava bem. 50 anos e um dia depois deu-se a catástrofe: desobediência às ordens de Deus e consequente expulsão do paraíso. A mulher desculpou-se com a cobra mas Deus chamou-lhe mentirosa, porque no paraíso não há cobras. Eva disse que foi em sonho que a cobra lhe falou, mas Deus desmentiu-a novamente dizendo que as cobras não falam.

“Disse então o senhor, Tendo conhecido o bem e o mal, o homem tornou-se semelhante a um deus, agora só me faltaria que fosses colher também do fruto da árvore da vida para dele comeres e viveres para sempre, não faltaria mais, dois deuses num universo, por isso te expulso a ti e a tua mulher deste jardim do éden, a cuja porta colocarei de guarda um querubim armado com uma espada de fogo, o qual não deixará entrar ninguém.”

2

A primeira morada de Adão e Eva foi uma cavidade ao norte do jardim do éden. Deus tinha-lhes dado umas peles para se cobrirem. Não se sabe de que animais seriam nem quem os teria matado e esfolado.

Eva, depois de ter uma conversa com o medroso Adão e contra a vontade deste, foi falar com o querubim para a deixar entrar no éden para colher algumas frutas que lhe permitisse aguentar a fome por mais alguns dias. O querubim negou e Eva disse que se a matasse com a espada de fogo era igual para ela, morrer de fome ou da espada. O querubim acabou por ir ao éden buscar-lhe fruta mas pediu-lhe segredo e que voltasse com o marido no dia seguinte. Adão e Eva lavaram-se num riacho mas como não tinham sabão não ficaram grande coisa… Foram ter com o Querubim que lhes disse que eles não eram os únicos na terra e ensinou-lhes um caminho onde deveriam esperar pelas caravanas que passam a caminho dos mercados. Com a espada de fogo acendeu-lhes uma fogueira para serem vistos e procurados pela caravana. Eva agradeceu ao querubim com um abraço e Adão, mais tarde, implicou com ela por lhe parecerem estranhas todas aquelas atenções do querubim: “deste-lhe alguma coisa em troca”. “É um querubim, um anjo…, respondeu Eva.” “Crê-se que foi neste dia que começou a guerra dos sexos”.

3

Foram aceites na caravana. “Tirando o facto de serem filhos do senhor, obra directamente saída das suas divinas mãos” eram iguais aos outros homens. Quando a caravana chegou à povoação, Adão e Eva aprenderam a trabalhar e Adão chegou a ser considerado pelos vizinhos um bom agricultor. Comprou uma terra e levantou uma casa de toscos adobes, onde nasceram os três filhos: Caim, Abel e Set. Abel preferia as ovelhas e os cordeiros, Caim gostava das enxadas, das forquilhas e das gadanhas. Desde a tenra idade, Caim e Abel foram os melhores amigos, “a um ponto tal que nem irmãos pareciam, aonde ia um, o outro ia também, e tudo faziam de comum acordo.” “Até que um dia o futuro entendeu que já era hora de se apresentar. Abel tinha o seu gado, caim o seu agro, e, como mandava a tradição e a obrigação religiosa, ofereceram ao senhor as primícias do seu trabalho”. “Sucedeu então algo até hoje inexplicado.” Deus aceitava a oferta de Abel, mas não aceitava a de Caim. Abel, em vez de o consolar, escarneceu de Caim, que teve de engolir a afronta e voltar ao trabalho. A cena foi-se repetindo até que Caim , completamente desesperado, acabou por matar o irmão. Foi nesse exacto momento que Deus, tanto tempo sem dar notícias, apareceu com coroa tripla na cabeça, o ceptro na mão direita e coberto da cabeça aos pés com um balandrau de rico tecido. Interpelou Caim pela morte do irmão e Caim culpa Deus pela morte do irmão, não só por ter feito o homem com liberdade mas porque ao não aceitar as suas ofertas provocou aquela morte. Deus, admitindo a sua porção de culpa, acaba por fazer um acordo com Caim: dá-lhe o castigo de andar errante e perdido no mundo e põe-lhe um sinal na testa para que ninguém lhe faça mal. E Caim promete não fazer mal a ninguém.

4

Na sua caminhada, Caim encontrou um velho com duas ovelhas atadas por um baraço que o guiou até à terra de Nod. Na cidade, que ainda não tinha nome, arranja emprego a pisar barro para uma construção do palácio cuja dona, Lilith, é quem manda na cidade. Lilith acaba por contratá-lo para seu assistente ou porteiro ou criado para todo o serviço.

5

Caim torna-se amante de Lilith, que quase não o deixa sair da sua cama, tal o desjo carnal que tem por ele. O marido, Noah, não quer aceitar este romance e jura que mata os dois, mas Lilith mete-o na ordem. Lilith manda um escravo acompanhar Caim nos seus passeios, mas o escravo, combinado com Noah e mancomunado com três capangas, tenta matá-lo, mas a espada que lhe apontam transforma-se em cobra e os agressores fogem pedindo perdão. Lilith, posta ao corrente, chama o marido e culpa-o do atentado e ordena-lhe que mate o escravo. Fala com Caim na hipótese de matar o marido e casar com ele. Mas Caim diz que para mortes já bastou a do irmão e que não conte com ele para matar o marido. Entretanto Lilith engravida e Caim tem de continuar o seu caminho errante. Pede a Lilith que lhe dê um burro para continuar o seu caminho. Esta não consegue demovê-lo e dá-lhe o melhor burro da sua estrebaria, com alforges cheios de mantimentos para vários dias. Antes de prosseguir o seu caminho ainda assiste de um balcão do palácio, juntamente com Lilith e Noah e perante toda a população da cidade ao enforcamento do escravo e seus comparsas no atentado.

6

Na sua errância, Caim encontra um campo no sopé duma colina e ali pára e faz o seu almoço, descansando ele e o jumento. Já estava quase a dormir, quando avista um adulto e um rapaz que sobem o monte, transportando lenha e fogo. Era Abraão com o seu filho Isaac. Chegando ao cimo do monte, Abraão, preparou a lenha, atou o filho e colocou-o sobre a lenha. Empunhou a faca para lhe cortar a garganta, quando surgiu atrás dele Caim e lhe segurou o braço, impedindo a morte de Isaac. Abraão debateu-se com Caim, mas este ameaçou-o de que o matava a ele se continuasse no propósito de sacrificar o filho. Foi então que chegou um anjo que começou a declamar como um actor: “Não levantes a mão contra o menino, não lhe faças nenhum mal, pois já vejo que és obediente ao senhor”. Caim disse para o anjo que chegou tarde e que se não fosse ele já o menino estava morto. O anjo desculpou-se pelo atraso porque tinha tido um problema com uma asa. Depois de elogiar Abraão por ter mostrado a sua fidelidade a Deus, o anjo afasta-se, coxeando da asa direita. Isaac pergunta ao Pai que mal lhe tinha feito para o querer matar e este diz que era uma prova que Deus lhe tinha pedido. Isaac não compreende que Deus é este que exige estas provas.

Caim segue o seu caminho, avista uma construção em forma de cone e dirige-se para lá. À medida que se aproxima vai ouvindo rumores de vozes que vão crescendo até se transformarem em algazarra. Parecem malucos porque falavam e não conseguiam entender-se. A sorte dele foi encontrar um que falava hebraico, pois havia gente a falar, “sem dicionário nem intérprete, em inglês, em alemão, em francês, em espanhol, em italiano, em eusquera, alguns em latim e grego, e mesmo, quem o imaginaria, em português.” Lá conseguiu então perceber que a intenção dos construtores da torre era boa: chegar ao céu, que é desejo de todo o homem justo, mas Deus veio vê-la e não gostou, ficou cheio de inveja, e como “não suporta ver uma pessoa feliz”, acabou por deitá-la abaixo com um vento que não deixou pedra sobre pedra.

“A história dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós, nem nós o entendemos a ele.”

7

Prosseguindo o seu caminho, Caim encontra novamente Abraão, e, enquanto falava com ele em sua casa, aparecem três personagens, sendo um deles o próprio Deus. Este avisa Abraão de que vai destruir pelo fogo as cidades de Sodoma e Gomorra e que avise os familiares que ali tem para saírem a tempo. Então Abraão intercede pela cidade e Deus acaba por condescender e aceita não proceder à destruição das cidades se ali houver pelo menos dez justos.

Caim acompanha Abraão à cidade para avisar o sobrinho Lot e família para fugirem antes da destruição. Quando estes saíram, Deus destruiu até aos alicerces as cidades, assim como toda a região com todos os seus habitantes e vegetação. A mulher de Lot, por uma curiosidade natural de ver a destruição, acabou por ser transformada em estátua. Caim chama a atenção para Abraão de que foram chacinados muitos inocentes, pois ali havia muitas crianças. “Meu deus, murmurou Abraão e a sua voz foi como gemido, Sim, será o teu deus, mas não foi o delas”.

8

Na sua senda pelo mundo, veio Caim a dar ao deserto de Sinai, onde se viu no meio de uma multidão de pessoas acampadas no sopé do monte. O nome de Moisés andava de boca em boca, uns com veneração e a maioria com certa impaciência. Viu como os impacientes obrigaram Aarão, irmão de Moisés, a fazer uma estátua em ouro de um bezerro e o adoraram como deus. Chegou Moisés, deitou a mão ao bezerro e reduziu-o a pó. Depois disse que eram ordens de Deus que os levitas que foram fiéis ao Senhor, passassem pelo acampamento e, indo de porta em porta, matassem o irmão, o vizinho e o amigo. E foi assim que morreram cerca de três mil homens. Caim mal podia acreditar no que via. Ele foi castigado só por matar o irmão e agora queria ver que castigo haveria para aquela mortandade provocada só porque Deus “tinha ficado irritado com a invenção de um suposto rival em figura de bezerro”.

Ficou ainda mais tempo Caim no meio daquela multidão e assistiu ao desfecho da guerra com os medianitas, que venceram os israelitas. Com esta pedra no sapato, Deus ordenou a Moisés que se vingassem dos medianitas. Foi então organizado um exército que atacou, venceu e matou todo o exército medianita e de toda a região, com os seus cinco reis. As mulheres e as crianças levaram-nas como prisioneiras, mas Moisés ficou irritado quando as viu e ordenou que matassem todas as crianças e as mulheres, à excepção das solteiras que podiam ficar para seu uso e abuso. Nada disto já surpreendia Caim nem o surpreendeu a repartição dos despojos, segundo o que foi ordenado por Deus, que levou a maior parte e ficou rico. Caim conclui que este Deus, com os lucros que tem da guerra, qualquer dia passará a chamar-se Deus dos exércitos. Mas também sentia que este Deus começava a sentir vergonha das suas atrocidades e já se escondia em colunas de fumo, como se quisesse que não o vissem.

9

Ainda na companhia dos Israelitas comandados por Josué, Caim assistiu à tomada de Jericó, feita dando voltas à cidade, com barulhos, gritos e tocar de chofares que provocaram a queda das muralhas e deram ocasião para Josué entrar com os seus e destruir tudo, matando homens e mulheres, novos e velhos, bois, ovelhas e jumentos.

Dali marchou sobre a cidade de Ai, que conquistou e destruiu matando todos os sus 12 mil habitantes. Caim, vendo tanta mortandade resolveu ir-se embora e separar-se daqueles bárbaros. Perdeu assim a conquista de outras várias cidades por Josué sempre com o massacre de todos os habitantes e não assistiu ao “maior prodígio de todos os tempos, aquele em que o senhor mandou parar o sol para que Josué pudesse vencer, ainda com luz do dia, a batalha contra os cinco reis amorreus”. Mas esta história não foi bem como é contada. De facto, Deus disse a Josué que não podia mandar parar o Sol, porque ele já está parado e o que anda é a terra. E esta não podia ser parada porque se parasse, tudo quando nela existe seria lançado pelo universo fora. Então Deus combinou com Josué que este o invocaria diante do povo e lhe pediria que parasse o Sol e Ele faria os possíveis, afastaria as nuvens de forma a parecer que continuava a haver luz, mas Josué teria de andar mais rápido para fazer o serviço dentro das horas normais de sol. E assim aconteceu, nunca tendo havido qualquer paragem de sol ou da terra de forma a ser maior ou menor o dia.

10

Caim foi a ter novamente à terra da Lilith, que já tinha tido o filho de nome Enoch, que deu o nome à cidade.

Deteve-se algum tempo com ela, contou-lhe as atrocidades a que tinha assistido até então.

Lilith, que entretanto enviuvara, queria que Caim ficasse e casasse com ela, mas ele continuou o seu caminho.

11

Entra numa cidade onde nunca tinha estado. Encontrou dois homens a quem pediu informações sobre a terra e com arranjar emprego. Eles disseram-lhe que estava na terra de Us e que o homem mais rico da terra, chamado Job, lhe poderia arranjar emprego. Ele agradeceu e eles acabaram por se identificar como dois anjos que já o conheciam e que lhes agradeciam a forma como foi bom para Abraão e para Lot. Caim perguntou-lhes qual era o seu encargo ali, uma vez que em Sodoma o seu trabalho foi o de destruir a cidade. Os anjos, depois de muita discussão e pedidos de segredo, acabam por contar que Deus fez uma aposta com o diabo, em que se Job ficasse na miséria, não renegaria Deus. Caim disse que não lhe parecia muito limpo da parte do Senhor que Job, um homem bom, honesto e religioso, fosse alvo de uma aposta entre Deus e o Diabo, em que Job, sem ter cometido crime nenhum fosse castigado com a perda de todos os seus bens. Fazia-lhe lembrar o sucedido com Abraão, posto à prova com a obrigação de matar o filho. “Se o senhor não se fia nas pessoas que crêem nele, então não vejo por que tenham essas pessoas de fiar-se nele.” Caim assiste a todas as desgraças que caem sobre Job, o desaparecimento de todos os seus haveres, a morte de todos os seus dez filhos. Job manteve a sua fidelidade e Deus e então impõe-lhe mais uma prova, uma doença que lhe deixou a corpo todo em chaga. Mesmo assim Job manteve-se fiel. Caim é que já não quis assistir a mais nada e desandou. Veio depois a ter a notícia de que Job recuperou tudo e muito mais mas Caim pergunta-se que raio de prova é esta que brinca com os filhos e a mulher fazendo-os desaparecer como coisas sem significado para depois os substituir por outros, mas aqueles já não voltarão.

E o Diabo, que fez todas aquelas atrocidades, não é castigado?

12

Entrou numa verdejante montanha e à entrada dum vale descortinou uma construção em madeira que se assemelhava a um barco, mas mais parecia uma arca. Era a construção da arca que Noé e sua família faziam por encargo de Deus. Este apareceu e sobre a construção da arca, explicou a Caim “como se repetisse um discurso já antes feito e decorado, A terra está completamente corrompida e cheia de violência, só encontro nela corrupção, pois todos os seus habitantes seguiram caminhos errados, a maldade dos homens é grande….vou exterminá-los assim como à terra, a ti, Noé, escolhi-te para iniciares, e assim mandei que construísses uma arca de madeira…”. Caim então disse que com aquelas dimensões e aquela carga, a arca não iria flutuar e que era uma ratoeira onde todos morreriam. Deus replicou que pelos seus cálculos iria flutuar. Caim disse que, segundo o princípio de Arquimedes, os barcos flutuam porque todo o corpo submergido num fluido experimenta um impulso vertical e para cima igual ao peso do volume do fluido desalojado, portanto a arca só flutuaria se fosse feita ao pé do mar e fosse empurrada para o mar depois de construída. Noé pediu licença para falar e disse que Caim estava a ter razão. Deus deu umas voltas ao assunto e disse que quando a arca estivesse concluída, mandaria uns anjos transportadores para a levar para o mar directamente e o caso ficou arrumado. Deus enviou uns anjos, carpinteiros, para ajudar a conclusão da arca. Caim tem uma conversa com eles sobre a vantagem de destruir este humanidade sem a certeza de que a que lhe suceder não cairá nos mesmos defeitos desta.

13

A arca está pronta e com todos os animais e pessoas, entre elas Caim, lá dentro. Os anjos içam-na no ar e transportam-na para o mar, onde é colocada e começa a flutuar. O trabalho dentro da arca, para limpar toda a porcaria que faziam os animais era insuportável.

Quando as águas baixam, a arca tocou a terra, abre-se a porta da arca e começam a sair os animais.

“Quando as tartarugas, que tinham sido as últimas, se afastavam, lentas e compenetradas como lhes está na natureza, deus chamou, Noé, noé, por que não sais. Vindo do escuro interior da arca, caim apareceu no limiar da grande porta, Onde estão noé e os seus, perguntou o senhor, Por aí, mortos, respondeu caim, Mortos, como, mortos, porquê, Menos noé, que se afogou por sua livre vontade, aos outros matei-os eu, Como te atreveste, assassino, a contrariar o meu projecto, é assim que me agradeces ter-te poupado a vida quando mataste abel, perguntou o senhor, Teria de chegar o dia em que alguém te colocaria perante a tua verdadeira face, Então a nova humanidade que eu tinha anunciado, Houve uma, não haverá outra e ninguém dará pela falta, Caim és, e malvado, infame matador do teu próprio irmão, Não tão malvado e infame como tu, lembra-te das crianças de sodoma. Houve um grande silêncio. Depois caim disse, Agora já podes matar-me, Não posso, palavra de deus não volta atrás, morrerás da tua natural morte na terra abandonada e as aves de rapina virão devorar-te a carne, Sim, depois de tu primeiro me haveres devo­rado o espírito. A resposta de deus não chegou a ser ouvida, também a fala seguinte de caim se perdeu, o mais natural é que tenham argumentado um contra o outro uma vez e muitas, a única coisa que se sabe de ciência certa é que continuaram a discutir e que a discutir estão ainda. A história acabou, não haverá nada mais que contar”.

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